sábado, 31 de outubro de 2009

LANÇAMENTO - CD

THIS IS IT, O DISCO, É ITEM SÓ PARA FÃS E COLECIONADORES 

Na mesma semana em que Michael Jackson leva milhões de pessoas aos cinemas no mundo para ver seus últimos ensaios, chega às lojas o álbum duplo This Is It, com as músicas que fazem parte da trilha do filme dirigido por Kenny Ortega.

O álbum tem no primeiro disco alguns dos maiores hits da carreira do Rei do Pop, na mesma sequência em que aparecem no filme. Lá estão "Human Nature", "Thriller", "Beat It", "Black or White" e "Billie Jean", além de duas versões de "This Is It", uma delas com vocais de apoio dos irmãos de Michael.

O segundo disco tem apenas quatro faixas, com versões nunca lançadas. Uma delas, uma demo0 de "Beat It" apenas com vocais. Sem os instrumentos acompanhando o cantor, é possível ouvir claramente sua capacidade de fazer diversas vozes em uma mesma canção e lembrar que Michael, além de um grande artista e performer, era também um cantor muito acima da média, fato que nos últimos anos de sua vida acabou deixado de lado.

A produção do álbum é impecável, com fotos dos ensaios, que estão no filme que teve estreia mundial no último dia 28. Tudo em papel de ótima qualidade.

Mas o disco This Is It é, na verdade, um item para fãs ou colecionadores. Suas músicas, à exceção das quatro faixas do disco 2 e das versões da faixa-titulo, já circularam à exaustão nos discos originais e em várias das coletânias do cantor disponíveis.

Um fã de Michael Jackson se deliciará com os CDs. Mas, se você não é fã, terá apenas a sensação de que se trata de mais do mesmo.

CSI Las vegas - Abertura da 10ª Temporada

"CSI Las Vegas" tem cena mais cara da história, diz jornal

O seriado "CSI: Las Vegas" apresentou a cena mais cara da história da televisão no começo de sua décima temporada, que estreou nos EUA no dia 24 de setembro.

A cena, que custou US$ 400 mil (cerca de R$ 694 mil), envolveu cadáveres em uma sala revirada, música futurista carregada de mistério, e um tiroteio no mais puro estilo do filme "Matrix".

A cena também trouxe alguns dos personagens da série em uma situação inesperada, e um protagonista que já viveu uma situação semelhante, segundo informou o jornal espanhol "El Mundo".



Na gravação foi usada a técnica de filmagem conhecida como "bullet time", (tempo da bala, em tradução livre), efeito especial em câmera lenta, que se tornou popular ao ser usado no filme "Matrix".

A série "CSI", que acontece em três cidades distintas (Nova York, Miami e Las Vegas) é uma das mais populares da televisão mundial, e conta com Laurence Fishburne interpretando o Dr. Raymond Langston, que fará uma participação cruzada nas três cidades.

Fishburn, que interpretou o personagem "Morfeus" na trilogia de "Matrix", também participou da cena de abertura da décima temporada.

BARBIE: POPSTAR

COLEÇÃO COM POPSTARS DOS ANOS 80

A mattel vai lançar uma nova linha da Barbie inspirada nas cantoras de rock e pop dos anos 1980. A coleção, chamada Ladies of the 80's, tem Debbie Harry (vocalista do Blondie), Joan Jett ("I Love Rock and Roll") e Cindy Lauper ("Girls Just Wanna Have Fun). As bonecas chegam em dezembro aos EUA.




sexta-feira, 30 de outubro de 2009

SITE SÓ PARA OS BONITOS

VOCÊ É BONITO? ENTÃO, PROVE.

Beleza, você sabe, é algo relativo e subjetivo, depende das referências culturais de quem olha. Há, é claro, aquelas pessoas ou coisas que são inegavelmente belas. Dão prazer ao olhar. Há também aqueles que são indiscutivelmente feios, gente que parece o Cão chupando manga, a vida e a natureza não são mesmo justas, a feiura existe e dói na vista.

A maioria das pessoas, porém, é apenas mediana bonita aos olhos de uns, nem tanto assim aos olhos de outros, tem um detalhe interessante aqui, um defeitozinho ali. Muito provavelmente, você, como eu (pelo menos na minha opinião), está nessa categoria.

Estou falando de beleza, não de presença de espírito, simpatia ou mesmo sex appeal. Há feios irresistíveis. E, como você e eu sabemos, o fato de não sermos donos de uma beleza inconteste não nos torna indesejáveis: sempre vai ter alguém que cai na nossa conversa, descobre um charme qualquer ou encanta-se com nossa "boniteza" interior (uso a expressão, mas sei que ela é coisa de gente feia que não tem o que mostrar).

Você deve estar se perguntando por que, afinal, estou falando sobre isso. É que ontem foi lançado no Brasil um site global que se propõe a ser uma comunidade de pessoas bonitas (e em busca de parceiros com essa mesma característica). Trata-se do Beautiful People (literalmente, gente bonita), que só aceita como membros pessos belas - a seleção é feita pelos próprios participantes.

Agora, quando alguém der pinta de que se acha muito bonito, basta pedir a prova: "Você faz parte do Beautiful People?" Se não, dançou, neném.

Claro que pode haver perfis falsos. Mas esse não é bem um Orkut ou Facebook, mas um site de encontros. Ou seja, eventualmente, se quiser arrumar um par bonito, o sujeito vai ter de mostrar sua verdadeira cara. E aí a mentira não vai colar... Os que pedem inscrição recebem quatro tipos de respostas:
  1. "DEFINITIVAMENTE,SIM";
  2. "HUMM,SIM, OK";
  3. "HUMM, NÃO, REALMENTE, NÃO";
  4. "DEFINITIVAMENTE,NÃO".
A proposta é facilitar a vida de quem é bonito. deve ser difícil sair em busca do par perfeito e só encontrar feios ou "mais ou menos" querendo usufruir sua beleza inconteste - ah, a vida é dura para todo mundo mesmo....

Não pude resistir. Mesmo sem ser uma Angelina Jolie, resolvi testar minha figura. Fiz o pedido de inscrição hoje de manhã. Queria escrever que já fui aceita na categoria "HUMM,SIM,OK, mas vou ter de esperar. A votação leva 48 horas.

Quer se inscrever também? Basta entrar BeautifulPeople.com

Se no Orkut já aparece um monte de perfil falso, imagina nesse aí. O criador do site, com certeza, sabe que isso não vai dar certo. Não é fácil bater o Orkut. O Limão que o diga. Fez um "auêzinho" quando apareceu, mas ninguém lembra mais.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

CAMPANHA - "VÁ AO TEATRO"

DEZENAS DE PEÇAS ESTARÃO EM CARTAZ ATÉ O DIA 13 DE DEZEMBRO

Já começou em São Paulo a campanha "Vá ao Teatro", da qual participam dezenas de peças espalhadas por distintas casas de espetáculo da cidade. Todas terão a entrada custando R$ 5,00. Os ingressos do "Vá ao Teatro" só podem ser comprados nos postos oficiais da campanha, no Poupatempo de Itaquera, Santo Amaro e São Bernardo do Campo, além dos pontos de venda do Ingresso Rápido e da bilheteria móvel que vai circular pela cidade.      

Os ingressos são vendidos em forma de vouchers, que devem ser trocados na bilheteria dos teatros no mínimo meia hora antes da peça. Cada pessoa pode comprar, no máximo, quatro vouchers.

Entre os espetáculos que participam da campanha estão "O Homem Inesperado", com os atores Paulo Goulart e Nicette Bruno; "Cloaca", dirigido por Eduardo Tolentino de Araújo, "A Música Segunda", de José Possi Neto, com Helena Ranaldi no elenco, "As Pontes de Madison", com Marcos Caruso e Jussara Freire, e "Valsa nº6", de Clara Carvalho. Mais informações no site www.vaaoteatro.org.br



PARA CARTINHAS ROCK 'N' ROLL

O Royal Mail, correio do Reino Unido, descolado que só ele, decidiu fazer uma edição especial de selos que reproduzem capas de grandes discos do rock – britânico, é claro.
A lista foi criada a partir de uma pesquisa nas listas de melhores capas de álbum existentes e finalizada com a ajuda de editores de três revistas de música e designers.

Os selos serão lançados dia 7 de janeiro de 2010, impressos em litografias de 32 x 28 mm. Eles representam cinco décadas de rock, com álbuns de algumas das bandas mais representativas dos últimos 50 anos.

Confira a lista completa, da esquerda para a direita, de cima para baixo:


“Power, Corruption & Lies”, New Order, 1983       

“Let It Bleed”, The Rolling Stones, 1969

“Screamadelica”, Primal Scream, 1991

“The Rise and Fall Of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars”,

David Bowie, 1972

“The Division Bell”, Pink Floyd, 1994


 “A Rush of Blood to the Head”, Coldplay, 2002

“London Calling”, Clash, 1979

 “Tubular Bells”, Mike Oldfield, 1973

“Parklife”, Blur, 1994

“IV”, Led Zeppelin, 1971











(Pena que já não usamos mais cartas...)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

LANÇAMENTOS - DVD


NEM LUANA QUASE NUA SALVA "A MULHER INVISÍVEL"    

Um dos campeões de bilheteria do cinema nacional em 2009, A Mulher Invisível foi visto por mais de 2 milhões de pessoas nas salas do país e nesta semana sai simultaneamente para locação e venda.
Para os homens, o filme dirigido por Cláudio Torres tem o irresistível apelo de mostrar Luana Piovani usando pouca - ou nenhuma - roupa, como numa cena em que aparece de quatro usando apenas calcinha e sutiã.
Para as mulheres, o apelo é a presença de Selton Mello, alçado à condição de galã mesmo sem ter a aparência de um galã tradicional.
O problema é que A mulher Invisível não passa disso. Bons atores, incluindo os protagonistas, não salvam o filme, que é cansativo mesmo tendo 105 minutos. O roteiro repleto de clichês, também assinado por Cláudio Torres, fala de um homem (Mello) que, após sofrer desilusão amorosa, encontra a mulher ideal, papel de Luana Piovani. Só que ela é fruto de sua imaginação.

A PROPOSTA
Comédia. Sandra Bullock é uma executiva canadense, durona e arrogante, que se vê obrigada a implorar para se casar com um subordinado (Ryan Reynolds) para conseguir sua permanência nos EUA. Sucesso de bilheteria, arrecadou US$ 313 milhões.




FRINGE - 1ª TEMPORADA 

Série. Criada por J.J. Abrams, Fringe tem o mesmo ponto de partida de Lost (também de Abrams): um acidente de avião. Durante a investigação do desastre, uma dupla de agentes de FBI percebe que o caso é muito maior.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

LOUCOS POR SÉRIES

Fox fecha acordo para exibir séries de graça na internet

A Fox fechou um acordo com o portal Terra, da Telefônica, para a exibição de seriados gratuitamente na internet. Fazem parte do pacote produtos como 24 Horas, Prison Break, Lie To Me, Family Guy (Uma Família da Pesada) e Bones. A Fox ainda não licencia Os Simpsons para internet.

Pelo acordo, o Terra exibirá séries originais da Fox seis meses após a transmissão na TV paga. A Fox é o segundo grande estúdio americano a fazer parceria com o Terra. O portal já exibe séries da Disney, como Lost, Brothers & Sisters, Grey’s Anatomy, Desperate Housewives, Criminal Minds, Samantha Who? e Ugly Betty.

As operadoras de TV paga não vêem com bons olhos a exibição de seriados gratuitamente na internet. Avaliam que isso prejudica o negócio delas. Em maio deste ano, pressionado pela operadora Net, o canal Sony tirou de seu site as séries da Disney que exibe no Brasil.



É SHOW - U2 AO VIVO NO YOUTUBE

U2, AO VIVO, APRESENTA O FUTURO PELA INTERNET

Ontem pude acompanhar parte do concerto via You Tube, que acrescente-se esteve muito estável e com boa qualidade de som e imagem. Deixo-vos este vídeo como teaser. Como é óbvio, todos os direitos são da banda, o objectivo deste vídeo é simplesmente dar-vos uma pequena amostra do grande espectáculo que rodeou este evento.


Será este o futuro da música? Concertos e streams via internet? Já agora caso pretendam ver o concerto na totalidade, basta seguir este link.
 
Milhares de fãs de 19 países, entre eles o Brasil, assistiram na madrugada desta segunda-feira ao show do grupo de rock irlandês U2, direto do estádio Rose Bowl de Pasadena, no oeste dos Estados Unidos. O show foi transmitido pelo site de vídeos YouTube, com alta qualidade de imagem e som. Eram 2h da manhã de ontem quando fãs puderam ver e ouvir os primeiros acordes de "Breathe". Às 4h20, "Moment of Surrender" encerrou a apresentação do U2 e que poderá ser reconhecida, no futuro, como um marco da internet.

Por volta das 3h, o canal "U2" no YouTube, no qual se transmitia o show, registrava mais de 1,3 milhão de acessos, enquanto, a cada um segundo, comentários de internautas do mundo inteiro eram publicados através do site Twitter com a tag #u2webcast. A tag foi líder dos Trending Topics (tópicos mais citados do Twitter) na madrugada de segunda-feira. "Watching U2" (assistindo ao U2) também apareceu entre os dez mais. Alguns dos posts entravam diretamente na página da banda no Youtube, ao lado da janela em que era exibido o show.

"Que horas são no mundo? Para onde estamos indo, quem nos vê? Hong Kong? Sydney? Dublin? São Paulo? Marrocos?, afirmou Bono Vox, cantor da banda, já na parte final do show.

A apresentação tornou-se evento não apenas para fãs de Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Muller Jr. Interessados em tecnologia lotaram blogs e redes sociais com observações. "O futuro de que tanto falam chegou", escreveu o jornalista Ale Rocha (@Ale Rocha), especialista em TV, no Twitter.

"O grupo queria fazer este tipo de coisa há algum tempo", revelou o agente do U2, Paul McGuinness, em um comunicado divulgado no site da banda. "É a ocasião ideal para que a festa vá além do estádio. Os fãs percorrem longas distâncias para ver o U2, mas desta vez a banda irá até eles, ao mundo inteiro".

O show foi exibido em 19 países pela web: além do Brasil, o show foi disponível para Austrália, Canadá, Coreia do Sul, Reino Unido, Espanha, Estados Unidos, França, Índia, Irlanda, Israel, Itália, Japão, México, Nova Zelândia e Holanda.

"YouTube está encantado em oferecer a seu público em todo o mundo uma apresentação ao vivo de um dos maiores grupos do planeta", declarou Chris Maxcy, um dos responsáveis do portal.

EU VI A HISTÓRIA DA WEB SER ESCRITA

São poucos os momentos em que se tem a certeza de que se está vendo a história ser escrita. Na madrugada de domingo, em frente ao computador, eu sei que vi algo que será lembrado sempre que a história da internet e da transmissão de vídeo pela rede for contada. Nunca se viu nada parecido. Nada que se pareça com as mais de duas horas daquele show do U2.

Qualidade de áudio e vídeo impecáveis. Tudo foi bem calculado. Já se sabia que o tráfego seria enorme e, por isso, não houve queda na transmissão - os sites brasileiros de venda de ingressos deveriam aprender a lição. Alta definição de imagem e som. Para mostrar a história e o futuro. Ao vivo.

sábado, 24 de outubro de 2009

CINEMA - SUBSTITUTOS

EM FILME, BRUCE WILLIS GANHA SÓSIA COM CABELOS



Substitutos, que estreia nesse fim de semana, é mais uma adaptação dos quadrinhos para o cinema. O diretor Jonathan Mostow (Exterminador do Futuro 3) e os roteiristas Michael Ferris e John Bracato transformaram em filme a novela gráfica do autor Robert Venditti e do ilustrador Brett Weldele.
Em um futuro onde os homens vivem socialmente isolados, versões robóticas (e aperfeiçoadas) das pessoas atuam como responsáveis pela comunicação e afazeres cotidianos.
Porém, após o assassinato do brilhante universitário que inventou os androides, o agente do FBI Tom Greer (Bruce Willis) usa seu próprio robô sósia para investigar o misterioso crime. À medida que Greer se aprofunda nas investigações, ele percebe que os assassinatos que sucedem o crime são ações de um terrorista tecnológico.
na tela, Mostow, que deve dirigir o remake de A Família Robinson, propõe ares extravagantes e entrecortes nas cenas de ação, mas o que mais chama a atenção é a densa peruca loira usada pela versão robô de Willis.

EXPOSIÇÃO - CÉREBRO


ÚLTIMO FIM DE SEMANA PARA VER O CÉREBRO   

Fica em cartaz apenas até domingo a exposição Cérebro- O Mundo Dentro da sua Cabeça. A mostra multimídia tem diversas alternativas audivisuais que simulam funções cerebrais e suas  atividades elétricas. A mostra, no Shopping Higienópolis, fica aberta das 9h às 21h. R$25.

DVD: CYBER-LU RECOMENDA


Evocando espíritos  
(The Haunting in Connecticut)

EUA, 2009 - 102 min
Terror
Direção: Peter Cornwell
Roteiro: Tim Metcalfe, Adam Simon
Elenco: Kyle Gallner, Virginia Madsen, Elias Koteas, Amanda Crew, Martin Donovan, Sophi Knight, Ty Wood, Erik J. Berg

O que é pior? Assombração ou um câncer na adolescência? Para quem já não aguenta os mesmos terrores sobrenaturais, com os fantasmas cabeludos, pálidos e esganiçados de sempre, Evocando Espíritos parte de uma premissa interessante: o contato com o Além associado ao avanço terminal da doença.

A história, roteirizada por Tim Metcalfe (A vingança dos nerds, Kalifornia) e Adam Simon, reconta o caso verídico de uma família forçada a se mudar para perto da clínica no Estado de Connecticut onde seu filho está sendo tratado de câncer. Eles alugam um casarão que antes funcionava como funerária. Ali, Matt (Kyle Gallner) começa a sofrer alucinações, vislumbres de uma roda mediúnica. A família entende que são só efeitos colaterais do tratamento.

A direção do iniciante Peter Cornwell não economiza nos clichês da encenação de terror - vultos, violinos agudos na hora do susto, portas e assoalho rangendo... O que dá mais pavor, porém, a princípio, não está na casa: é o maquinário que engole Matt na clínica, como um aparelho de tortura medieval adaptado para a medicina de 1987, época em que a história se ambienta. A aproximação da morte dá mais medo na impessoalidade de um hospital do que dentro de casa - ainda que seja uma casa mal-assombrada.

Quando entra em cena o impagável Elias Koteas (Crash - Estranhos Prazeres), no papel obrigatório do personagem estranho e solitário que explica o mistério para os protagonistas - sim, porque em Evocando Espíritos uma hora todo mundo vira detetive e começa a revirar o passado dos mortos, pra variar - já sabemos que a medicina não vai dar conta de resolver a questão. A exemplo do recente Alma Perdida, onde termina o trabalho dos médicos começa o dos paranormais, fórmula que originalmente remete a O Exorcista, filme que Cornwell todo instante tenta evocar.

Apesar da clicheria, da trilha sonora genérica e de subtramas capengas (o pai que bebe é jogado meio ao acaso), a força da premissa persiste. Tão impactante quanto as manifestações sobrenaturais são as manchas e as feridas no corpo deteriorado de Matt. Não por acaso, o momento mais intenso do filme, já evidente no pôster animado, é aquele em que o duplo de Matt bota da boca pra fora uma massa cinza de ectoplasma.
Seguindo a metáfora que Evocando Espíritos martela desde o começo, podemos interpretar o fenômeno como a manifestação física, ainda que numa era pregressa, da doença de Matt. É a representação do tumor, esse mal acima dos demais. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

SÉRIE: HOUSE (6ª TEMPORADA)

Sexta temporada de "House" estreia nesta quinta-feira no Brasil

A sexta temporada da série "House" estreia no Brasil nesta quinta-feira (22), às 22h no canal por assinatura Universal. O episódio de estreia terá duas horas de duração. Na próxima semana, a série volta ao seu horário normal, às 23h das quintas. A sexta temporada chega ao país um mês após o início de sua exibição nos Estados Unidos.



Episódio de estreia
No final da quinta temporada, House (Hugh Laurie) é levado por Wilson (Robert Sean Leonard) para uma clínica psiquiátrica por causa de suas alucinações causada pelos efeitos do Vicodin. Em "Broken", episódio de estreia da sexta temporada, House acorda no hospital psiquiátrico "Mayfield" e declara que quer ir embora. Mas, dr. Nolan (Andre Braugher) diz que ele ainda não está preparado.

Lá, House conhece seu colega de quarto, "Alvie" (Lin-Manuel Miranda), e participa de terapias de grupo com a dra. Beasley (Megan Dodds). House fica intrigado com Lydia (Franka Potente), uma mulher que toca piano para sua cunhada internada no mesmo hospital. O médico não se convence a respeito da necessidade de sua internação e faz de tudo para conseguir fugir, pedindo inclusive ajuda a Wilson.

Participações
O episódio terá participações especiais, como a de Andre Braugher, no papel do dr. Darryl Nolan, que vai tentar manter House sob controle; Megan Dodds como a dra. Beasley, uma jovem psiquiatra responsável pela terapia em grupo do hospital psquiátrico; Lin-Manuel Miranda, como "Alvie", o hiperativo colega de quarto de House e Franka Potente, interpretando Lydia, uma mulher que chamará a atenção do médico.

A quinta temporada de "House" saiu em DVD no último dia 16 no Brasil, com seis discos e 24 episódios ao preço sugerido de R$ 129,90. A quinta temporada da série foi indicada a dois Globos de Ouro em 2008 ("Melhor Série Dramática" e "Melhor Ator" para Hugh Laurie). O ator também foi indicado ao Emmy 2009 na categoria "Melhor Ator de Série Dramática".

A série "House" é exibida no Universal Channel, toda quinta-feira, às 23h, com reprise na quinta à 1h e domingo às 16h.

Exposição: "O Pequeno Príncipe"

Exposição na Oca sobre "O Pequeno Príncipe" começa nesta quinta; 





A partir desta quinta-feira (22), a Oca do Ibirapuera, em São Paulo, recebe uma exposição sobre um dos maiores clássicos da literatura ocidental, "O Pequeno Príncipe", livro escrito pelo piloto francês Antoine Saint-Exupéry em 1946.

A mostra, proposta reproduzir --com cenários e atividades interativas-- o universo do garoto descrito na publicação.

A exposição conduz os frequentadores a uma viagem pela vida do escritor. O ingresso é em forma de bilhete de avião e os visitantes ganham um passaporte para acompanhar as viagens de Saint-Exupéry --recriadas em cenários que ocupam todo o subsolo da Oca. Já o piso térreo é tomado por cubos gigantes, com atividades interativas, que representam passagens importantes do livro. 

No primeiro andar estão expostos cadernos de viagem e ilustrações originais de Saint-Exupéry. Há ainda um mini-cinema, onde são exibidos vídeos interativos. E no último andar, os visitantes podem caminhar pelo planeta descrito no livro e acompanhar um pôr do sol.  


A exposição é a maior já feita sobre o autor no Mundo. "Ele ficaria surpreso de ver o sucesso de seu desenho, o sucesso que ele tem devido ao Pequeno Príncipe", afirmou François d'Agay, sobrinho do autor e membro da fundação Succéssion Saint-Exupéry, que visitou a exposição nessa quarta-feira (21).

O Pequeno Príncipe na Oca
Quando: de 22 de outubro a 20 de dezembro;
Onde: Oca (Parque do Ibirapuera, s/n, Portão 3, São Paulo);        
Ingressos: R$ 18 (R$ 9 para estudantes e professores com identificação da instituição);

Informações: http://www.opequenoprincipe.com/

terça-feira, 20 de outubro de 2009

U2 transmitirá show ao vivo pela Internet neste domingo (25)


Bono durante show do U2 na turnê "360º", em Barcelona (02/07/2009)

A banda irlandesa U2 transmitirá ao vivo, através de sua página no Youtube, o show que acontece neste domingo (25) no Pasadena Rose Bowl, na cidade de Pasadena, na Califórnia.

A apresentação começa a 1:30 da madrugada de segunda-feira (26) no horário de Brasília, ou as 20:30 no horário local.

“No Line On The Horizon”, o mais recente trabalho do grupo, foi lançado em março deste ano.

BEATLES - IMAGENS RARAS

Colecionador divulga imagens raras dos Beatles; assista



Um colecionador divulgou pela primeira vez imagens raras dos Beatles. A filmagem foi feita durante uma apresentação da banda na cidade britânica de Blackpool em agosto de 1963, quando a beatlemania estava começando.

Mark Hayward encontrou as imagens em um leilão no fim dos anos de 1990. Elas serão vendidas em um DVD que será lançado juntamente com o novo livro de Hayward, "The Beatles - On Camera, Off Guard: 1963-1969". O livro deve ter mais de 200 fotos da banda.

NOVO SOM - EVANESCENCE

Disco novo do Evanescence é "menos focado nas guitarras", diz vocalista Amy Lee



A banda norte-americana Evanescence volta ao Brasil dois anos após uma série de shows pelo país. Dessa vez, a ocasião é a apresentação única no segundo dia do Maquinária Festival, em São Paulo, no dia 8 de novembro, que tem ainda nomes como Panic At The Disco, Dir En Grey e Duff McKagan’s Loaded.

Com três discos de estúdio e um ao vivo em sua discografia, o Evanescence, que não lança nada desde 2006, prepara um álbum novo, influenciado pelas bandas Portishead e Massive Attack. O trabalho, ainda sem data certa de lançamento, deve sair no ano que vem.

Da formação original do Evanescence, resta apenas a vocalista e pianista Amy Lee, uma vez que todos os demais integrantes abandonaram o grupo por motivos diversos. A banda que virá ao Brasil conta com Terry Balsamo (guitarra), Tim McCord (baixo) e Will Hunt (baterista), além de James Black, da banda Finger Eleven, na segunda guitarra.

Na entrevista abaixo, Amy Lee fala sobre o novo álbum, a nova formação do Evanescence e lembra dos fãs e de outras memórias na primeira passagem do grupo pelo país, em 2007.

 Essa é a segunda vez que o Evanescence vai tocar no Brasil. Quais são as lembranças da primeira vez e o que a banda espera para essa nova visita?

Amy Lee: Estou empolgada. A primeira vez foi incrível, os fãs não poderiam ter sido mais loucos e sensacionais com a gente. Eles são cheios de paixão e energia, sabiam cantar todas as letras, mesmo eu sabendo que nem todos aí sabem falar inglês. Eles foram ao hotel e cantaram nossas músicas a noite toda, eu amei. Não vamos tocar músicas novas, mas vamos tentar tocar algumas músicas que não tocamos da outra vez.

O que os fãs podem esperar desse show? Alguma surpresa?

Amy Lee: Acho que será uma surpresa se eu não errar! Faz quase dois anos que eu não faço um show. Então esse é o meu plano, não estragar tudo. Mas acho que vai ser divertido, vamos tocar o máximo que conseguirmos. Sempre tenho que tomar cuidado pra não estragar a minha voz e machucá-la por cantar por muito tempo, mas vou tentar cantar pelo máximo de tempo que eu conseguir.

O disco mais recente da banda saiu em 2006. Atualmente vocês estão planejando um novo álbum. A ideia é lançá-lo no ano que vem?

Amy Lee: Sim. A maioria das músicas já foi composta e agora estamos apenas fechando tudo, talvez faremos mais uma ou duas músicas, mas já está praticamente fechado. E eu amo [as novas composições], completamente. Estou realmente muito empolgada com o disco, está tomando uma direção um pouco diferente, mas não a ponto de soar como outra banda. Eu acho que os fãs vão gostar. É um pouco menos focado nas guitarras e mais na música eletrônica e em programação, e foi influenciado por bandas como Portishead e Massive Attack. Mas nem tudo é lento e climático, definitivamente há músicas divertidas.

Você está satisfeita com a formação atual do Evanescence?

Amy Lee: Sim, definitivamente. Terry [Balsamo, guitarrista] e eu temos uma ótima relação, ele compôs o “The Open Door” [disco de 2006] comigo, somos bem próximos há, pelo menos, seis anos. Tim, nosso baixista, é incrível. Ele é um ótimo amigo e mora em Nova York também, portanto saímos juntos muitas vezes. E Will Hunt é um baterista incrível. Acho que da última vez que tocamos no Brasil Rocky era o baterista, então todos verão que Will é um excelente baterista. Ah sim, e James Black, da banda Finger Eleven, tocará guitarra. Estou empolgada pra tocar com ele, é um guitarrista incrível.

As roupas que você escolhe parecem fazer parte do show do Evanescence. Você sempre se preocupa com o que vai vestir nas apresentações?

Amy Lee: Sim, você está certo. Eu tento me expressar sempre e essa é uma forma a mais de fazer isso, mas eu também preciso conseguir me mover no palco e isso é sempre um desafio. Eu ainda não decidi o que vou vestir aí, então vamos cruzar os dedos para que eu ache algo bem bonito. Tem que ser novo!

O Evanescence existe há mais de 10 anos. O que você acha que mudou do começo pra cá?

Amy Lee: Acho que dá pra escrever um livro inteiro sobre isso! Muita coisa mudou. Com o passar dos anos eu pessoalmente cresci bastante – dos 14 aos 27 anos de idade. Eu sou uma nova pessoa. Acho que a raiz principal do começo da banda ainda permanece e tem vida própria, tem seu próprio coração, e acho que é uma coisa bem bonita. Eu amo a música que faço e muita gente fez parte dela. Acho que estou numa posição bem melhor do que a que eu estava quando começamos, e de uns anos pra cá as coisas se tornaram cada vez mais saudáveis e controláveis. Acho que a música definitivamente amadureceu e a composição ficou bem melhor.

EVANESCENCE EM SP

Quando: 8 de novembro

Onde: Maquinária Festival (Chácara do Jockey – Av. Pirajussara, s/n, altura do 5.100 da av. Francisco Morato)

Quanto: R$ 200 (pista) e R$ 450 (área vip)

Ingressos: pela internet, pelo telefone 4003-1212 (de segunda a sábado, das 9h às 22h, domingos e feriados, das 11h às 19h) e em endereços credenciados

Informações: http://www.maquinariafestival.com/

CINEMA - "Tá Chovendo Hamburguer" lidera bilheterias pela terceira semana

A animação da Sony "Tá Chovendo Hamburguer" liderou as bilheterias dos cinemas brasileiros pelo terceiro fim de semana consecutivo.
Segundo dados do Filme B, o longa arrecadou R$ 1,49 milhão e levou mais de 135 mil pessoas às salas de cinema.

Em segundo lugar entre os filmes mais vistos aparece "Distrito 9", também da Sony. O filme sobre uma invasão alienígena arrecadou cerca de R$ 1,47 milhão e teve público estimado em 143 mil pessoas.
"Bastardos Inglórios", de Quentin Tarantino, ficou em terceiro lugar, com arrecadação de R$ 1,14 mil e público de 101 mil pessoas. Ainda aparecem no ranking dos filmes mais vistos nos cinemas brasileiros os longas "A Verdade Nua e Crua", "Te Amarei pra Sempre" e "Se Beber, Não Case".

domingo, 18 de outubro de 2009

CINEMA - JOGOS MORTAIS VI

Assista ao trailer de Jogos Mortais VI
A Twisted Pictures e a Lionsgate divulgaram o trailer de Jogos Mortais VI. O vídeo está repleto de cenas inéditas. Confira.



Na trama, o agente especial Strahm está morto, e o detetive Hoffman surge como o herdeiro invicto do legado de Jigsaw. Entretanto, quando o FBI se aproxima de Hoffman, ele é forçado a colocar um jogo em ação, quando o grande esquema de Jigsaw finalmente será compreendido.

Jogos Mortais VI tem direção do estreante em longas Kevin Greutert (montador dos cinco longas anteriores) e roteiro de Marcus Dunstan e Patrick Melton. A estreia acontece em 23 de outubro nos EUA e em 6 de novembro no Brasil.

sábado, 17 de outubro de 2009

SÉRIE - "Lost" vai trazer de volta antigos personagens da série

da Reuters, em San Diego

ALERTA: SE VOCÊ É CONTRA "SPOILER" --TEXTO QUE REVELA FATOS CRUCIAIS DE UMA OBRA --, NÃO SIGA EM FRENTE

Os personagens Juliet Burke (Elizabeth Mitchell) e Daniel Faraday (Jeremy Davies) estarão de volta em "Lost" no próximo ano. Na nova temporada da série, eles irão reencontrar personagens que não eram vistos desde a primeira temporada, disseram produtores do seriado no fim de semana, durante uma apresentação na convenção Comic-Con.

A revelação confirma relatos que já vinham sugerindo uma espécie de grande reencontro de personagens de "Lost" na temporada final da série. No último episódio da temporada que terminou em maio, os náufragos detonaram uma bomba na ilha misteriosa, na esperança de reiniciar os últimos anos de suas vidas.



Os personagens Juliet Burke (Elizabeth Mitchell) e Daniel Faraday (Jeremy Davies) estarão de volta na última temporada de "Lost"

A notícia foi uma das poucas novidades reveladas durante uma apresentação de uma hora em San Diego que incluiu vários novos falsos anúncios e curtas paródicos, mas nenhuma imagem da temporada final.

Os produtores disseram que a temporada final vai assemelhar-se à primeira, sob alguns aspectos.

"Na primeira temporada, os personagens corriam pela selva, tudo era intenso e surpreendente, e sobravam descobertas emocionais sobre os personagens", disse o produtor executivo Carlton Cuse. "Temos um jeito com o qual vamos fazer isso também na temporada final."
Mas os fãs não precisam temer que alguma espécie de "reboot" narrativo invalide tudo o que já aconteceu, "porque isso seria uma grande sacanagem", disse Jorge Garcia, que representa Hugo.

A série vai empregar um novo artifício narrativo singular, que não terá sido usado antes.

"A temporada das viagens no tempo acabou, a temporada do flash forward acabou", disse o produtor executivo Damon Lindelof. "Vamos fazer algo diferente."

Quanto aos enigmas remanescentes relativos à trama, "vamos responder tudo o que for importante", assegurou Lindelof.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

SÉRIE - LOST

ABC divulga primeiro pôster da última temporada de 'Lost'


Os mistérios que ficaram no ar são tantos que os fãs de Lost não veem a hora da sexta e última, temporada da série começar. E claro, para deixar os "Lostmaníacos" com água na boca, o canal americano ABC divulgou nesta quarta-feira (14), o primeiro pôster oficial da parte final e decisiva de uma das tramas mais misteriosas da tevê.




A última temporada deLost está prevista para começar nos Estados Unidos no final de janeiro de 2010.

Keanu Reeves atua em seriado cômico na Internet

Depois de brilhar no cinema, Keanu Reeves está chegando também à internet. O ator faz um papel em "Sparhusen", um novo seriado cômico ao estilo de "Spinal Tap", feito para a internet, que será lançado este mês pela central de programação on-line My Damn Channel.


Usando peruca loira, Reeves faz o papel de Vorste Fierron, produtor sueco de um grupo de música pop principiante. O primeiro episódio traz uma crônica da tensão nos bastidores em torno do primeiro single de sucesso da banda, "Apples & Fish".




"Sparhusen" é criação da roteirista, produtora e atriz Ileana Douglas, que também atua em outro seriado do My Damn Channel que está voltando para uma segunda temporada, "Easy to Assemble".

"Sparhusen" também foi co-criado pelos atores Rob Mailhouse e Todd Spahr.

O seriado faz parte da chamada nova temporada de outono de programação do My Damn Channel, fundado em 2007 pelo ex-executivo da CBS Radio Rob Barnett

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

CINEMA - TOY STORY 3

Pixar divulga novo trailer de "Toy Story 3"; veja

Após anos de diversão com brinquedos, Andy cresce e, ao entrar para a faculdade, acaba doando Woody e seus amigos para a caridade. É assim que começa "Toy Story 3", com estreia prevista para 2010. O novo filme da Pixar acompanhará a aventura dos brinquedos em uma creche com dezenas de crianças.



Criado em 1995 e um dos carros chefe do estúdio de animação Pixar, "Toy Story 3" tem estreia prevista para junho de 2010, nos Estados Unidos.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

CINEMA - DISTRITO 9

A ferocidade deste mundo



O violentíssimo Distrito 9, sobre alienígenas confinados em uma favela sórdida na África do Sul, não tem nada de sutil. Nem deveria: filmes tão cheios de indignação, imaginação e arrojo servem para quebrar regras, e não se conformar a elas.                             

Diz a regra geral da boa narrativa que os recursos de similaridade - metáforas, alegorias, parábolas e aparentados - devem ser utilizados com fineza, de forma a não afrontar o leitor ou espectador com obviedades e não limitar seu conteúdo. Distrito 9 (District 9, Estados Unidos/Nova Zelândia, 2009), que estreia no país na próxima sexta-feira, fulmina essa regra. Não há dúvida possível sobre o alvo do diretor sul-africano Neill Blomkamp e do produtor neozelandês Peter Jackson, de O Senhor dos Anéis, nesta história sobre alienígenas confinados em um gueto sórdido na África do Sul. O assunto aqui é apartheid, em particular, e segregação em geral; a originalidade está na fúria com que diretor e produtor anunciam e destrincham esse paralelo. Há mais de vinte anos, uma nave imensa parou sobre Johanesburgo - quebrada, e ocupada por algo como 1 milhão de "camarões" (o apelido vem da aparência dos seres) desnutridos, desidratados e doentes. O acampamento provisório para o qual eles foram transferidos virou, claro, uma favela, igual a qualquer outra na pobreza, na explosão populacional e de criminalidade e na desassistência. Mas, como se está na África do Sul, antes até de ser favela ela é um campo de concentração, cercado de arame farpado e de tropas de choque. Como o gueto enfeia e assusta a cidade, o governo decide removê-lo para onde ele não mais será visto. E aí os acontecimentos se precipitam com uma violência aterradora.

No centro desses acontecimentos está Wikus Van De Merwe (o formidável Sharlto Copley), o burocrata que ganhou o comando da operação porque seu sogro quer promovê-lo. Wikus não é um arquiteto da xenofobia, mas um tolo afável que quer fazer bonito diante das câmeras de TV que acompanham a remoção. Ele repete sem nenhum senso crítico os mantras que justificam o apartheid ("o camarão não tem concepção do que é a propriedade", diz ele, no singular genérico que, em inglês, é particularmente ofensivo) e acha que a invasão do gueto é uma aventura exótica. O estreante Neill Blomkamp, nascido em Johanesburgo, filma essa suposta aventura com o olhar dos afrikaners que instalaram o apartheid para com os negros - os alienígenas são bestiais, comem pneus e enlouquecem com ração de gato, falam com cliques que ninguém entende direito e se refestelam na imundície da favela. É impossível que um ser humano se enxergue neles - e os negros desprezam os extraterrestres com a mesma convicção com que são desprezados pelos brancos.
       
Blomkamp está tratando de personagens que pertencem, a rigor, à ficção científica, mas Distrito 9 é, em muitos sentidos, um documentário a posteriori. A favela é uma locação real - "100% Johanesburgo", nas palavras do diretor -, a câmera é de reportagem, o ritmo é vertiginoso, a brutalidade é tremenda, os alienígenas, graças à competência sem rival da equipe de Peter Jackson para criar atores digitais, são aceitos pelo olhar e pelo intelecto como reais desde o primeiro instante. Não é necessário, aqui, firmar com o filme aquele contrato pelo qual se suspende a descrença diante do impossível: a ferocidade do realismo de Blomkamp é tal que o impossível e a descrença nem chegam a entrar em jogo. Só o primeiro e magistral RoboCop, de Paul Verhoeven, conseguira até hoje fundir invenção e cinema-verdade na mesma medida. Até porque, como o holandês Verhoeven, o sul-africano Blomkamp tem uma visão desenganada da humanidade como coletivo.

Fantasia, na sua experiência, não é imaginar uma nave sobre Johanesburgo. É acreditar que os ódios raciais podem ser anulados e substituídos pela harmonia ou imaginar que a conversão de um indivíduo é simbólica de algum avanço moral. Em um desdobramento clássico dos filmes sobre o preconceito, o doce e apalermado Wikus põe a mão onde não deve, começa a se sentir meio mal e logo vai aprender o que é ser o outro em um país que o detesta. O ponto aonde isso leva é que não tem nada de clássico: a conversão de Wikus nada significa e nada altera, o ódio permanece intacto, e o medo de que uma vingança esteja fermentando só aumenta. Distrito 9 é, assim, uma sátira. Profundamente triste e brilhante como cinema.








CINEMA NA FAIXA

Biblioteca de São Paulo celebra nostalgia com "Marcelino Pão e Vinho"


da Folha Online                                                  

A partir desta quarta-feira (14), às 19h, a Biblioteca Pública Roberto Santos, na região central da cidade de São Paulo, promove o ciclo Sessão Nostalgia. Com entradas gratuitas, a programação inclui três produções, exibidas até 28 de outubro.

Para abrir o programa, nesta quarta, o espaço mostra "Marcelino Pão e Vinho" ("Marcelino Pan e Viño", Espanha, 1955). O filme, de classificação etária livre, narra a história de um órfão criado por 12 frades. Certo dia, o menino oferece pão e vinho para uma imagem de Jesus feita de madeira, que acaba conversando com a criança.
 
Na quarta-feira seguinte (21), às 19h, é a vez de "Seu Único Pecado" ("The Way of All Flesh", EUA, 1940). A ficção dirigida por Louis King narra a trajetória de um caixa de banco, que abandona sua família para ganhar dinheiro na cidade grande. O filme é recomendado para maiores de 14 anos.

"Vingança" ("Revenge", EUA, 1990) --com direção de Tony Scott e os atores Kevin Costner e Anthony Quinn-- fecha o ciclo em 28 de outubro. A produção, indicada para maiores de 16 anos, mostra um piloto que, após de aposentar, decide visitar um amigo no México.

Informações sobre eventos gratuitos e populares podem ser consultadas no site: Catraca Livre
Biblioteca Pública Roberto Santos - r. Cisplatina, 505, Ipiranga, região sul, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/2273-2390. Qua.: 19h. De 14/10 a 28/10. Grátis. Classificação etária: varia de acordo com o filme.



"Marcelino Pão e Vinho" (foto) abre o ciclo Sessão Nostalgia, na Biblioteca Roberto Santos criança.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

SHOW - Jason Mraz, ídolo do folk pop, vem ao Brasil

Enquanto a canção "I'm Yours" domina a programação das rádios comerciais, o autor, Jason Mraz, se prepara para vir ao Brasil. O cantor americano se apresenta no dia 22 de novembro como uma das atrações do festival About Us, em São Paulo. Um show no Rio também está programado, possivelmente no dia 26. Os locais não estão definidos.
Mraz, de 32 anos, tem sido comparado a John Mayer e Jack Johnson e atrai principalmente o público que gosta de um folk pop com letras cheias de sensualidade, que falam sobre amor e sedução.
"I'm Yours", o grande hit, está no terceiro CD, We Sing, We Dance, We Steal Things, lançado em 2008. O álbum, que chegou ao terceiro lugar entre os mais vendidos, nos EUA, tem a participação da cantora Colbie Caillat, coautora da faixa "Lucky".

Festival

O festival About Us, que em 2008 teve shows de Dave Matthews Band e Ben Harper, contará ainda, este ano, com a presença do cantor Sting.

SÉRIE - FRIENDS

WARNER NEGA FILME BASEADO EM FRIENDS


O longa baseado na série, que chegou ao fim em 2004, ainda será um sonho de fãs. Segundo Jayne Trotman, diretora de publicidade da Warner, não há verdade na história dita por James Michael Tyler. O ator que interpretava o garçom Gunther afirmaou que os atores haviam acertado a participação no filme.

domingo, 11 de outubro de 2009

DVD - TITÃS



Documentário codirigido por Branco Mello mostra algazarras da banda

Apesar de ser retirado da letra de “diversão”, não é por acaso que o título do documentário dos Titãs é “a vida até parece uma festa”. As imagens pinçadas pelos diretores Branco Mello e Oscar Rodrigues Alves (o mesmo do premiado clipe de “Epitáfio”, centelha desse projeto) em arquivos pessoais e de emissoras, mostram a banda paulistana fazendo tudo quanto é tipo de algazarra na quase totalidade da película, optando em focar no lado A da vida do octeto inicial. E nada fugia do humor mordaz e sagaz deles, não importando o lugar em estivessem. Fosse numa ponte aérea, numa reunião de amigos ou num programa de auditório (as imagens com Gugu e Hebe são impagáveis), invariavelmente essas ocasiões enveredavam para o escracho. E é fácil de compreender esse comportamento: antes de ser uma das principais bandas brasileiras de rock, e mesmo com esse status já conquistado, eles nunca deixaram de ser grandes amigos que cresceram, ganharam e sofreram juntos. Daí porque o momento mais emocionante é justamente o que retrata a trágica morte do guitarrista Marcelo Fromer. Mesmo com o vasto material levantado, o documentário peca por não situar de modo preciso o espectador leigo na história da banda. Mas certamente vai render muitas risadas e lágrimas para os fãs.



Gravadora: Warner Music

LIVRO - AMANHECER

Amanhecer

Autor: Stephenie Meyer                                                     
Editora: Intrínseca                                                               

Fim da Linha


Conclusão da milionária série adolescente de vampiros decepciona e não deve ter continuação

Depois de três livros e muito vai-não-vai, a saga de vampiros de Stephenie Meyer chega ao fim neste quarto volume. E que volume! São quase 600 páginas, com basicamente duas histórias (e se você pretende ler o livro e não gosta de saber as informações antes, é bom parar de ler aqui): a conversão da protagonista adolescente Bella para vampira (com um pequeno agravante biológico) e a repreensão do clã Volturi por uma suposta quebra das regras gerais do vampirismo (por parte da família Cullen, de Edward, o interesse romântico da garota). Quando Amanhecer chegou às livrarias dos Estados Unidos, boa parte dos fãs da série torceu o nariz. Não é de se estranhar. O ritmo do livro é mais estranho que o dos anteriores, lento demais. E todos os conflitos – Edward versus Jacob (o rival “lobisomem” – as aspas são porque aqui descobrimos que, na verdade, ele é um metamorfo), Cullen versus Voturi – são resolvidos. Ah, e tem também o sexo. O casal Edward e Bella, casto durante o resto da aventura, aqui se vê completamente sexuado, com uma volúpia capaz de derrubar paredes – depois do casamento, claro. Meyer diz que este é o último livro da série... ou algo desse tipo. Inicialmente, a autora queria recontar a história, mas pelo ponto de vista do vampiro Edward (todos os livros, com exceção de um trecho de Amanhecer que é narrado por Jacob, veem a ação pelos olhos de Bella). Quando uma versão não finalizada do primeiro livro, Midnight Sun, acabou na web, a escritora deu uma pausa na ideia e não tocou mais no assunto.

CINEMA - DEIXA ELA ENTRAR

Deixa Ela Entrar

Atriz/Ator: Lina Leandersson, Per Ragner          
Diretor: Tomas Alfredson



Terror sueco que ganhou status Cult finalmente chega às telas

O vampiro se apresenta de forma bem inusitada neste extraordinário filme sueco. É uma criança (Lina Leandersson) que anda sob a neve com os pés descalços e veste uma camisola branca. A fisionomia meiga, aliás, esconde seu poder de sedução. Quando se percebe o perigo, já é tarde. A atmosfera do filme é gélida e o diretor Tomas Alfredson irônico. Mostra os assassinatos como uma coisa natural, cometidos por uma necessidade de matar a fome. E o estilo lembra aqueles documentários do Discovery, a câmera pega os lances por um viés inusitado. Mas os caninos poupam duas pessoas. Um senhor, que a vampira trata como se fosse um pai, e um garoto da vizinhança. Se há algo intrigante em cena, é a ambiguidade da relação entre esse trio. Não se sabe se ela os mantém vivos por uma questão de afeto e amor ou porque precisa de seus préstimos para atrair outras vítimas. Há uma morte que acontece de forma inesperada, mas, assim que ocorre, tudo passa a se acelerar, incluindo a capacidade de improviso da vampira, e uma revelação envolvendo um nu frontal que é desconcertante. Enfim, é um filme sinistro e perturbador, que antes de estrear no Brasil já ganhara o status de cult na web. Vê-lo agora em tela grande expande os sentidos.

CINEMA: UP - ALTAS AVENTURAS

Pixar volta com aventura menos erudita e mais nostálgica 
  

Diretor: Pete Docter

Depois do sucesso de crítica de wall-e, que chegou a ser cotado a uma indicação para o Oscar de melhor filme, os estúdios Pixar voltam com mais uma animação madura, que põe o roteiro à frente das pirotecnias
da animação. Up – Altas Aventuras é bem menos “erudito” do que a história do robô perdido no futuro, mas tem ideias mais maduras do que os filmes das concorrentes. Um velhinho aposentado e rabugento de 78 anos (cuja voz no Brasil é de Chico Anysio), ex-vendedor de balões, não vê mais graça na vida desde a morte da mulher. Está prestes a ser mandado a um asilo quando tem uma ideia maluca: amarrar milhares de balões no telhado de casa e sair voando com ela até as montanhas da América do Sul. Para sua surpresa, um garoto persistente de apenas oito anos, louco para viver uma grande aventura, “voa” junto com ele. O diretor Pete Docter aposta em pequenas referências nostálgicas. As técnicas de animação são atuais, os balões coloridos que puxam a casa são inesquecíveis, mas a história tem um tom de aventura dos anos 50. As crianças adoram, e os cinéfilos não reclamam.

NOVO ÁLBUM DA CÉU - VAGAROSA

Céu

Album: Vagarosa
Gravadora: Urban Jungle / Universal       

Um disco moderno e orgânico, para ser apreciado com muita calma


Mesmo que as músicas do segundo disco solo de Céu não fossem boas, a ousadia da cantora já garantiria respeito ao trabalho. Afinal, quantas novas cantoras ousariam fazer um álbum tão complexo quanto Vagarosa? As letras tratam basicamente de temas universais - amor, sentido da vida -, mas são sustentadas por arranjos vocais elaborados e bases instrumentais complexas, cheias de camadas e que destacam os teclados clássicos. Tudo feito para ser ouvido sem pressa, de preferência com fones de ouvido, descobrindo mais detalhes a cada audição. Músicas como “Cangote” e “Bubuia” têm um sabor moderníssimo – talvez exatamente por não tentarem soar assim, sem forçar a barra. Tudo soa orgânico, como um respiro de humanidade em um mundo dominado pelo artificial eletrônico. E essa característica garante uma identidade muito mais universal para a música de Céu. A faixa “Nascente”, por exemplo, é inegavelmente brasileira – mas não se faria estranha dentro de um disco do Portishead. Em Vagarosa fica claro que o talento de Céu não está só na bela voz e na composição competente, mas também em saber escolher os companheiros de trabalho: fora os produtores Beto Villares, Gustavo Lenza e Gui Amabis, ela ainda se juntou a músicos da velha guarda (Gigante Brazil, Luiz Melodia), da nova (Marcelo Jeneci, Curumin, Fernando Catatau) e do meio do caminho entre essas duas (BNegão e quase todo o Nação Zumbi). Com esse exército tão variado, Céu consegue uma unidade impressionante.
Por POR PAULO TERRON

Ouça uma das faixas do novo álbum: “Cangote”